Archive for Dezembro, 2006

R.I.P. >> 25/12/2006

James Brown

4 comments 25/12/2006

Momento Regina Duarte >> Campanhas demagógicas

Regina

Clique na Regina pra saber do quê.

P.S.: Medo também das partes dois (destaque para a atuação do Lázaro Ramos) e três (com direito ao reflexo do cara que grava a televisão).

3 comments 22/12/2006

Os nossos japoneses são mais doentes do que os outros >> Motéis

Os motéis japoneses são mais divertidos do que os outros, com quartos temáticos que variam de réplicas safadas de vagões de metrô e salas de aula a este aí embaixo.

Hello Kitty

Clique na Hello Kitty (ou nas correntes da cama) para ver a galeria. As fotos são uma prévia do livro LOVE HOTELS, de Misty Keasler.

[via Boing Boing]

3 comments 20/12/2006

Rogério Skylab: escatologia em dez movimentos

Rogério Skylab
“(…) Boceta vezes dedos, noves fora CÚ (…)” (Dedo, língua, cu e boceta)

“O meu trabalho tem muito palavrão, mas também tem muita música que não tem palavrão. Nos meus discos têm muitas músicas que eu não uso palavrão. As pessoas pensam que é só palavrão… não é.” Palavrão é o caralho. O que incomoda ao ouvir Skylab são os temas que ele aborda, e a maneira que os trata. O desconforto é natural, mas às vezes uma música calcada no mal-estar pode fazer bem.

Rogério Skylab canta o mórbido, o repulsivo e o fisiológico de modo corriqueiro, com uma certa dose de inocência, até. Coloca pra fora as sensações que ficam escondidinhas, bem fundo, nas Senhoras de Santana, e trata o cu com a simplicidade de quem assume que tem um. Rogério é verdadeiro ao valorizar o falso e trabalha para chegar à loucura através da razão; isso incomoda muito mais do que um palavrão.

O Skylab atual é o VI, de X. Dez e ponto final. Acaba de lançar, também, seu primeiro livro de poesias, Debaixo das rodas de um automóvel. Após fechar a noite 2 do Demo Sul 2006 (a 6ª edição do festival), Rogério concedeu uma entrevista ao bob. [Colaborou Pietro Luigi, o loucão de fraldas.]

Rogério Skylab
“(…) Teus olhos são duas hemorróidas/A escorrer (…)” (Lágrimas de sangue)

bob – Skylab, é tudo verdade?

Rogério Skylab – Esse negócio de verdade é uma coisa até meio démodé, né? Eu, por exemplo, valorizo o falso. O falso ao máximo de potência. Ou então, uma verdade produzida, porque essa palavra verdade é uma palavra estranha. Como se existisse verdade… É tudo produzido. É tudo criado. É verdade produzida, então pode ser falsa.

Sabe, essa idéia de verdade é uma idéia meio esquisita. O que é verdade? Ter a ver com a minha vida, é isso? A minha música é vivencial, mas ela não é biográfica. Há uma diferença entre o vivencial e o biográfico. O que eu vou cantar não tem nada a ver com o que aconteceu com a minha vida.O meu trabalho não é biográfico, mas é vivencial. O biográfico está ligado aos fatos, o vivencial está ligado às sensações. Sacou? Então o meu trabalho é vivencial, não é biográfico.

bob – Não é verdade, mas é verdadeiro.

Rogério Skylab – É, pode ser. Pode ser…

Rogério Skylab
“(…) mas tem uma trolha!!! (…)” (Carrocinha de cachorro quente)

bob – O que é mais difícil, cagar de bruços ou falar mais que o Jô Soares?

Rogério Skylab – O que acontece com o Jô é o seguinte: ele e a produção do programa – tem que ver isso, não é só o Jô não, é a produção -, eles curtem o trabalho. E a partir do momento em que eles curtem o trabalho, eles abrem as pernas. Eu posso fazer o que eu quiser ali dentro, porque o espaço é meu ali. Sabe, eles respeitam pra caralho. Aí, porra, é isso. Eles gostam do trabalho. E outra coisa: não tenho nenhuma relação pessoal com o Jô Soares. Nada. O que eu fiz é o que toda banda independente faz: pega o release, pega o disco, e manda pra produção. Eu tive a sorte de mandar uma, eles nem responderam; mandei a segunda, eles nem responderam; mandei a terceira, e eles responderam que gostaram. Entendeu como é que é o lance?

Eu acho que o trabalho da banda independente é isso. É mandar, é mandar, mandar, e encher o saco o tempo todo. Quantos outros programas que eu mando e não dá em porra nenhuma. Por exemplo, da TV Globo, Serginho Groisman, o negócio da madrugada lá [Altas Horas]. Porra nenhuma! Então, ao mesmo tempo em que eu tive um canal, outros têm as portas fechadas pra mim. Completamente. Não é nada fácil não, viu.

bob – O mais importante no seu trabalho é a música ou a poesia?

Rogério Skylab – Não tem essa diferença. Eu sou um cara que venho da literatura. Eu vou, inclusive, publicar um livro agora, um livro de poesia – e vou lançar lá no programa do Jô – um livro de poesia mesmo. Agora, há uma diferença fundamental entre poesia escrita e música. Na música que eu faço, a letra nasce simultaneamente com a música. Então não há essa diferença. Não tem esse negócio de você falar assim: “o Skylab privilegia mais a letra do que a música”. Está errado! A minha concepção de música é foda: os arranjos, os ensaios, sabe? A música pra mim é muito importante. Esse tipo de som que a gente faz aí, para a gente fazer não é fácil. Foi muito trabalho em cima, sacou? Então não tem esse negócio de privilegiar mais o texto do que a música. Não é por aí.

Rogério Skylab
“Eu quero saber quem matou Tom Zé (…)” (Samba)

bob – Pra encerrar, são os dez discos e pronto?

Rogério Skylab – Exatamente.

bob – Não nove, não onze, por quê?

Rogério Skylab – Eu aprendi muito com os Beatles e com os Sex Pistols, ou seja, interromper no meio. Acabou! Ao contrário da MPB. Você vê essa turma da MPB, Caetano, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Chico Buarque, eles não aprenderam a lição do Pelé. A maior lição que ele deu: parar na hora certa. E isso é uma coisa muito séria. Porque nesses artistas da MPB, a vaidade é maior do que a arte. Se você for artista mesmo, você tem saber dar o ponto final. O ponto final não é só na música e no texto não, é o ponto final na tua própria vida. Arte é saber dar o ponto final. E o que esses caras da MPB fazem… eles não dão o ponto final. Por quê? Porque eles são mais vaidosos do que artistas. Eu aprendi muito mais com os Beatles e o Sex Pistols do que com o pessoal da MPB.

É bizarro você ver um show do Milton Nascimento. É bizarro! O cara está quase caindo. E era um cara que cantava pra caralho. Fez um disco chamado “Clube da Esquina” que era uma porrada! Você vê hoje o Milton Nascimento cantando, é bizarro. É bizarro! Eu não quero viver isso.

bob – Mas você pensa no ponto final já desde o início?

Rogério Skylab – É. O meu trabalho é muito racional, é muito planejado. Parece que é loucura? Não tem nada de loucura. O meu trabalho é o seguinte: é como eu posso chegar na loucura através da razão. Tudo milimetricamente formado, planejado, às raias da loucura. Não é porra louca não. É o contrário. É chegar na loucura pela razão. Então existe um flerte entre razão e loucura. Meu trabalho está ligado, o tempo todo, entre razão e loucura. Tudo isso aí é mi-li-me-tri-ca-men-te planejado. Não tem nada improvisado. Nada! E, aí sim, dá a sensação de loucura através de um planejamento quase esquizofrênico. Neurótico. Planejar às raias da perfeição, e chegar na loucura pela razão.

[+]

>> Veja as fotos de Skylab no Demo Sul 2006.

2 comments 14/12/2006

Fotos >> Rogério Skylab no Demo Sul 2006

Veja mais fotos, Siva Maria.

(mais…)

4 comments 14/12/2006

Ouça! >> Evil Tordivel

Melodias alegres, um pouquinho de bossa nova, um pouquinho de Frank Black, uma referência a Billie Jean e ruídos eletrônicos. Pop experimental norueguês.

A Fine Young Man

Evil Tordivel.

Add comment 13/12/2006

links for 2006-12-12

Add comment 12/12/2006

Tarako tarako tappuri tarako!

Kigurumi vicia.

Duas garotinhas, na faixa dos 10 anos, cantam o jingle de uma série de propagandas do molho de macarrão Tarako.

O molho é de ovas de bacalhau. A propaganda deixa uma sensação de putaqueopariu no ar.

A legião de tarakos (as ovas, com cara de bebezinhos vermelhos do inferno) hipnotiza. A música gruda. Cante junto: tarako tarako tappuri tarako.

Tarako virou mania no Japão. Haruka e Rena, de vozes em um jingle, passaram a ícones do J-Pop. Kigurumi. Tarako tarako tarako, o primeiro disco da dupla, foi lançado em setembro, com o videoclipe que você assistiu lá em cima.

O disco novo acaba de sair. Tarako tarako tarako Xmas traz uma versão mais pop e, como diz o Xmas, natalina da canção. Acompanha um DVD, com todos os comerciais, os dois videoclipes, aula de dança, karaokê; além de uma árvore de natal. De tarakos.

Molho de macarrão à base de ovas de bacalhau. E eu não consigo parar de assistir. Você consegue?

7 comments 10/12/2006

Notas >> Tom Waits, Preacher e Scarlett Johansson

Tom Waits no Daily Show

>> Estava botando em dia a semana passada de The Daily Show, o melhor jornal humorístico – ou vice-versa – estadunidense, e me deparei com Tom Waits divulgando seu novo álbum de lados B, raridades e algumas inéditas, Orphans: Brawlers, Bawlers & Bastards. Normalmente rolam só entrevistas com os convidados do programa, mesmo quando músicos. Com Waits rolou mais. Lançando um disco triplo, o cara tocou Day After Tomorrow, do anterior, Real Gone. Música de trabalho é o caralho. >> 10

***

>> Posso comparar o Scarlett Sings Tom Waits, que vem por aí, ao Mark Steven Johnson adaptando Preacher pra HBO?

O bardo comentou, em entrevista ao Pitchfork, sobre o disco em que Johansson vai homenageá-lo: “eu não sei o que ela vai fazer com as canções. Quando você se apropria da música de alguém, você faz dela sua”.

Ao mesmo tempo, o produtor da saga televisiva do Pastor Custer afirmou ao Newsarama que a adaptação será idêntica aos quadrinhos. Porém – e sempre tem um – , disse que caso Garth Ennis não goste de algum roteiro, não sabe se haverá mudanças. “Isso tem a ver com o acordo de Garth no projeto”, já que os direitos autorais não são mais dele. A propriedade agora é da HBO.

Torço pelos dois, mas que a gente fica com o pé atrás, ah se fica. >> 5

***

>> Ainda não ouvi o Orphans... Preciso reinstalar o Soulseek urgentemente. >> 0

4 comments 08/12/2006

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6 comments 07/12/2006

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